FERNANDO LOPES-GRAÇA
Complete works for Violin and Piano and Solo Violin

Sonatina No. 1 for violin and piano, Op. 10 (LG 96)
1. Moderato
2. Lento non troppo
3. Scherzando
4. Allegro non troppo

Sonatina No. 2 for violin and piano, Op. 11 (LG 97)
5. Moderato, senza rigore
6. Grave
7. Presto

Prelúdio, Capricho e Galope, Op. 33 (LG 98)
8. Prelúdio
9. Capricho
10. Galope

Trois Pièces for violin and piano, Op. 118 (LG 100)
11. Allegro molto
12. Berceuse
13. Danse

Pequeno Tríptico for violin and piano, Op. 124 (LG 101)
14. Larghetto
15. Vivo
16. Ditirambo

Prelúdio e Fuga for solo violin, Op. 137 (LG 137)
17. Prelúdio
18. Fuga

Quatro Miniaturas for violin and piano, Op. 218 (LG 103)
19. Prelúdio
20. Melodia
21. Mandolinata
22. Exercício

23. Esponsais for solo violin, Op. 230 (LG 116)

Adágio Doloroso e Fantasia, Op. 242 (LG 105)
24. Adagio Doloroso
25. Fantasia

 

Gramophone, Bryce Morrison, Agosto de 2014

“Quando dois discos de música por Fernando Lopes Graça (1906-93) chegam para serem revistos em simultâneo, trata-se de uma demonstração da riqueza de tudo o que está disponível em gravação. Poderoso e determinado, Lopes-Graça também irá apelar a quem gosta de desmontar uma caça ao tesouro de influências. Os fantasmas das maiores figuras das páginas assombradas do século XX, são, no entanto, transformadas pela dedicação em folclore e dança portugueses e pelo carácter distintivo do próprio compositor. O recital brilhante e urgentemente empenhado de Artur Pizarro deambulam pelas memórias de Stravinsky, Prokofiev e Bartók, Debussy e Ravel. Também Espanha é relembrada nos ritmos ferozes da Fantasia bética de Falla (o Allegro giusto da Segunda Sonata) e, todavia, todas estas influências são transmutadas para música de uma singularidade pungente. E, quer se aqueça pela forma como o final da Segunda Sonata se desvia da economia anterior para a complexidade, ou pelos variados aforismos de ‘Ao fio dos anos e das Horas’, vai ser chocado, a todo o passo, pela voz compulsiva e insistente do compositor. A Naxos concede-nos as obras completas para violino e piano e solo de violino, mais uma prova de variedade e individualidade. O Prelúdio e Fuga e os Esponsais para violino solo são cruelmente expostos e exigentes, sendo as suas dificuldades expedidas com uma segurança e eloquência infalíveis por Bruno Monteiro. A ele se junta João Paulo Santos, num resto do programa, uma parceria virtuosa na caça ao fantasma do Presto da Segunda Sonata e no Galope (Prelúdio, Capricho e Galope), onde o compositor quase chega a relaxar num jeu d’esprit, embora não sem uma corrente sarcástica. Ambos os discos estão bem gravados (o da Naxos muito de perto, apesar de isso acrescer uma sensação de premência). Declaradamente Lopes-Graça é um gosto adquirido, mas também é um compositor de integridade especial. Discos altamente bem-sucedidos, então, não apenas para os exploradores de música que estão fora dos circuitos habituais".

 

BBC Music Magazine, Julian Haylock, Agosto de 2014

“O profícuo compositor português Fernando Lopes-Graça (a sua produção percorre bem mais de 200 opus) parece estar a usufruir, actualmente, de uma espécie de renascimento em disco. Durante muitos anos, a gravação do violoncelista Mstislav Rostropovich do Concerto de Câmara de 1965 consistiu numa das suas poucas obras acessível a todos; contudo, recentemente, tivemos discos de dois Concertos de Piano e Sinfonia (ambos da Naxos), o primeiro volume dos seus quartetos de corda completos (Toccata) e um recital de piano de Artur Pizarro (Capriccio). Agora, o violinista Bruno Monteiro e o pianista João Paulo Santos reuniram, pela primeira vez, todas as obras de violino a solo e violino e piano de Lopes-Graça, incluindo três gravações em estreia mundial. Ambos são artistas experientes e tocam esta música exuberantemente inventiva com uma sensação intuitiva pela sua imprevisibilidade jocosa. As duas Sonatinas, compostas durante a década de 1930, são de impulso neoclássico (uma estimulante viagem pelo Paris de 1920, via Hindemith) enquanto o Prelúdio, Capricho e Galope (1941) mistura empenho Ravelliano com (no final) brincadeira de Milhaud. O sentido de humor sofisticado do compositor também pode ser apreciado no Prelúdio e Fuga para violino solo (1960), especialmente na Fuga, que é genialmente baseada na repetição de uma nota. Mais destacado de todos é o Adágio Doloroso e Fantasia de 1988, que revela uma facilidade criativa de uma profundidade considerável".
PERFORMANCE *** RECORDING ****

 

Classical Candor, John Puccio, Julho de 2014

“Fernando Lopes-Graça não é propriamente um nome reconhecido. Pelo menos, não na América. Mas no seu Portugal de origem, é ligeiramente diferente: as pessoas conhecem o compositor, maestro e musicólogo um pouco melhor. Ainda assim, se o violinista Bruno Monteiro tivesse alguma coisa a dizer sobre o assunto, e se a magia das gravações de som continuar a espalhar a música de Lopes-Graça pelo mundo (conto dezasseis álbuns seus na Amazon), talvez um dia ele se trone um nome reconhecido.
De acordo com a sua biografia, Lopes-Graça (1906-1994) “iniciou a sua carreira aos catorze anos de idade enquanto pianista no Cine-Teatro de Tomar. Frequentou o Conservatório Nacional de Lisboa, onde estudou com Adriano Meira e Vianna da Motta (piano) e Tomás Borba e Luís Freitas Branco (composição e ciência musical). Concluiu os seus estudos superiores em composição, em 1931, com a nota máxima. Como resultado da oposição ao regime (o Estado Novo em Portugal era ultraconservador, ditatorial e repressivo), foi preso, banido para Alpiarça e foi-lhe recusado o direito de usufruir da bolsa que lhe tinha sido atribuída para se mudar para Paris e lá estudar. Não obstante, ele partiu às suas custas, aprofundando o seu conhecimento com Koechlin. Sendo o autor de uma vasta obra literária sobre música portuguesa, foi um pioneiro no estudo e na investigação do folclore português.
Muita da música de Lopes-Graça já está em disco e agora o Bruno Monteiro, colega músico português traz-nos as obras completas do autor parta violino e piano a solo no CD da Naxos. O próprio Monteiro é um dos mais relevantes violinistas de Portugal, actuando como recitalista, solista de concerto e como músico de câmara nos mais importantes centros musicais do país e internacionais, incluindo os EUA (Carnegie Hall). Com um número de gravações para seu crédito, Monteiro traz o seu talento considerável para suportar estas peças de violino e piano, o que demonstra bastante bem a dedicação do compositor ao folclore português tradicional, bem como o seu espírito independente e o seu desejo de promover a música contemporânea.
Há nove peças no disco, abrangendo um período significativo de tempo da vida de Lopes-Graça, desde as iniciais Sonatinas da década de 1930 até ao Adágio Doloroso e Fantasia de 1988. O programa permite-nos ter uma relativa boa ideia quanto ao que o compositor andava a fazer neste seu período musical e tanto o violinista Monteiro como o seu colega ao piano, João Paulo Santos, demonstram para com o compositor um grau de entusiasmo adequado.
Permitam-me que apresente alguns exemplos da minha reacção aos trabalhos do disco, começando com a música inicial, para vos dar uma ideia do que se trata.
A iniciar os trabalhos está a Sonatina nº1, Op. 10, que Lopes-Graça escreveu em 1931 mas que apenas se estreou em 1947. Talvez a sua concisão (quatro breves andamentos) e objectividade imperdoável tenham sido um pouco demais para tantos ouvintes aceitarem, ou talvez a rigidez das limitações de um governo conservador tenha travado tudo. Seja como for, a peça começa com um andamento Moderato que apresenta dois temas contrastantes, ambos com um toque de melancolia. O Lento ma non troppo que se segue dá seguimento a esta disposição, com o violino e o piano a bordarem as partes. O terceiro andamento Scherzando evidencia uma graça lírica, com alguns ritmos atraentemente resilientes. Nesse ponto, a peça termina com um Allegro non troppo moderadamente acelerado, com o piano e o violino a trocarem cordialidades num diálogo final inteligente. Apesar de nunca a ter ouvido, Monteiro e Santos tocam-na de uma forma tão afectuosa e encantadora que eu mal posso esperar por ouvi-los tocá-la novamente.
Outra peça que mal posso esperar para ouvir é o Prelúdio, Capricho e Galope, Op. 33, cujo título também enumera os seus três andamentos. Como o nome sugere, a música inclui um número de cadências, melodias de folclore, apesar de filtradas através de uma sensibilidade do século XX (Lopes-Graça compô-la em 1941). O ímpeto rítmico é evidente por toda a peça e as capacidades técnicas de Monteiro no violino soam impressionantes. O Galope final vai parecer particularmente familiar; porém o compositor e o solista investem nele com uma frescura só deles.
Possivelmente, os trabalhos musicais mais abertamente bonitos e acessíveis do disco são a Trois Pièces para violino e piano, Op. 118, de 1959. Estas são as peças mais semelhantes a canções que se podem encontrar no programa, especialmente o primeiro andamento, com o violino a cantar num papel primário. Aquando da sua conclusão, as melodias passaram de relativamente convencionais a um pouco mais aventureiras, mas os riscos valem a pena a sua audição. Monteiro e Santos levam-nos por uma expedição sensível, contudo arrebatadora, em direção a uma espécie de modernismo romântico.
O último elemento no programa é o Adágio Doloroso e Fantasia de Lopes-Graça, Op. 242, de 1988. Como implica o seu título, é um trabalho que exprime grande mágoa, com o violino de Monteiro a gritar em lamentação pesarosa, o piano a conceder-lhe apoio e consolo. A secção da Fantasia que conclui a peça é mais complexa, mais impetuosa, mais contrastante, contudo, inesperadamente reconfortante, também.
Música inteiramente nova para mim nem sempre me apela e muitas vezes compreendo, depois de a ouvir, porque é que nunca a tinha ouvido ou não tinha querido ouvi-la antes. Porém, com Lopes-graça, nas mãos capazes de Monteiro e Santos, dei por mim cativado por todo o álbum. Mesmo que tenha considerado alguma parte da música um pouco repetitiva ou estática para o meu gosto, a exploração valeu bem a viagem.
Bruno Monteiro produziu e José Fontes gravou e editou o álbum, gravando-o na Igreja da Cartuxa, em Caxias, Portugal, em Novembro de 2012. Os instrumentos fazem-se ouvir alto e em bom som, os dois solistas em grande equilíbrio, embora um nada perto. O som é sempre suave e natural, nunca severo ou estridente, não só graças aos microfones, mas também ao ressonante aflorar muito ligeiro e quente transmitido, sem dúvida, pelo local da gravação".

 

Fanfare Magazine, Lynn René Bayley, Julho/Agosto de 2014

“Monteiro soa esplendidamente, o seu uso da nuance subtil a juntar à qualidade das obras e o pianista Santos desempenha um grande papel, apoiando-o (…) Um disco interessante".

 

Fanfare Magazine, Maria Nockin, Julho/Agosto de 2014

“Graças a Monteiro e Santos sabemos, agora, mais sobre a história da música de Portugal do século XX e podemos desfrutar das suas primorosas interpretações desta nova música numa gravação muito bem conseguida com um som límpido".

 

Fanfare Magazine, Phillip Scott, Julho/Agosto de 2014

“Este é definitivamente um disco no qual vale a pena mergulhar. Felizmente, os artistas não podiam estar mais plenamente envolvidos. Monteiro mantém um som atraente através das cordas duplas – em momento algum arranhando – e a sua forma de tocar os harmónicos é de pureza absoluta. Ele delineia o contraponto na Fuga a solo com habilidade. A contribuição de Santos também é excelente e os dois têm, claramente, uma forte conexão. Recomendo este disco pelas suas prestações e pela indubitável integridade do trabalho do compositor".

 

Expresso, João Santos, Abril de 2014

O inferno
****
"Trata-se muitas vezes Fernando Lopes-Graça (1906-1994) como um agente envolvido em obscuros processos históricos. Mas, simplesmente, como a tantos outros, aconteceu-lhe o Estado Novo, que lhe deu ordem de prisão e arresto, lhe censurou escritos e ditos, criminalizou a profissão, mobilizou o espírito, ilegalizou a vida e, em certa medida, perigou a posteridade. Por isso há quem o veja à luz do maniqueísmo. Bem o sabe Bruno Monteiro, que, em declarações ao Expresso, sintetiza assim a questão: “A dualidade existe, sem dúvida. Mas é o que torna [esta] música tão interessante. Lopes-Graça, com as suas convicções políticas, sociais, musicais, estéticas, é, no fim de tudo, humano. Essa foi a nossa principal preocupação: trazer ao de cima o [seu] lado humano.” Coligindo esta importante integral que perpassa décadas de criação — partindo de um par de expressivas sonatinas, opúsculos 10 e 11, que remontam aos anos trinta, e terminando no algo mórbido “Adágio Doloroso e Fantasia”, Op. 242, de finais de oitenta —, Monteiro e João Paulo Santos compreenderam que o maior dos comprometimentos do compositor logo se escorava na definição e esponsabilidade intelectual. Por exemplo, em 1948 (ano da adesão oficial de Lopes-Graça ao PCP), em Portugal, ser comunista seria, decerto, uma oportunidade de partilhar de uma dignidade comum, mas Lopes-Graça jamais ignorou que, na música, a ideologia é como aquelas presenças nas nossas vidas cuja companhia nas doses erradas envenena e nas inversas inebria. Especificamente na sua dimensão camerística, aqui, ainda que se identifique impotência na forma, nunca se vislumbra vulgaridade no conteúdo. Com outra feição — porventura mais vaidosa ou rancorosa ou sublinhando em exagero miasmas e assimetrias — o que está neste CD escorregaria em absoluto para um cárcere do qual poderia não tornar. Diria o violinista que o próprio material proíbe leituras lineares: “Todas as obras são relativamente curtas, mas todas [são] completamente contrastantes. Até dentro de uma mesma peça, todos os andamentos são diferentes entre si. Não há continuidade. Somos obrigados a estar permanentemente a mudar de emoções e a ficar alerta, pois o carácter, a velocidade, a estrutura interior se altera constantemente.” Depoimento suficiente para se entender que este património não se deixa cativar por qualquer sistema. Aliás, em tempo algum se fixará em definitivo o que pressupõe uma identidade cultural de tal modo volátil, um virtuosismo que não depende só dos caprichos da invenção, sons provocantemente dependurados das esquinas da tonalidade. Monteiro e João Paulo têm noção de que pode seguir-se a democracia à ditadura, a liberdade à repressão, e haver sempre quem julgue que se trocou um inferno por outro. Um disco destes afasta do pensamento tão sombria ideia".

 

MusicWeb International, Byzantion, Abril de 2014

“Cada obra faz exigências quase implacáveis e virtuosas ao pianista e, especialmente, ao violinista. Esses papéis são excelentemente desempenhados por Bruno Monteiro e João Paulo Santos, dois dos principais músicos de câmara em Portugal (…) O seu trabalho de conjunto é virtualmente telepático, mas, individualmente, também trazem inteligência máxima a estas peças, misturando gravitas e leveza, paixão e disciplina, o Lusitano e o Cosmopolita. A qualidade do som é de primeira classe – uma das melhores gravações que alguma vez saíram de Portugal. É difícil imaginar alguém que fique outra coisa que não encantado com esta aquisição".

 

Classical.net, Brian Wigman, Abril de 2014

“Há muita paixão nesta música; está profundamente enraizada nas mais antigas melodias à disposição do compositor. Dança, sorri, chora. Tem uma intensidade e um alcance de emoção que vai apelar a uns e pôr outros à prova. Não é de audição fácil, mas também é uma música gratificante. Quanto a Monteiro e Santos, abordam esta música do seu falecido compatriota, como se tivessem nascido para a tocar – e talvez tenham.
Monteiro tem uma sonoridade única. A Naxos concede-lhe o maior e mais quente som que ele alguma vez teve. Em relação a Santos, é o parceiro mais estável e inteligente que se pode desejar. As secções a solo estão igualmente distintas. Com três estreias mundiais e dois excelentes artistas a bordo, trata-se de uma audição de excelência para qualquer pessoa que pretenda vivenciar algo diferente.
Também espero que este seja o início de uma parceria longa e profícua com a Naxos para Monteiro e Santos. Eles merecem-no".

 

Jornal de Letras, Maria Augusta Gonçalves, Abril de 2014

Os extraordinários

" (…) Bruno Monteiro não desilude. A expressividade tão característica do intérprete responde ao virtuosismo exigido".

 

Jornal de Notícias, Rui Branco, Março de 2014

“A dupla constituída pelo violinista Bruno Monteiro e pelo pianista João Paulo Santos é uma das mais produtivas em termos discográficos, no universo da música clássica nacional. Desta feita, aborda obras exclusivamente de um dos maiores compositores portugueses, Fernando Lopes-Graça. O virtuosismo dos dois músicos ajuda-nos a compreender a grandeza do criador".

 

Classical Music Sentinel, Jean-Yves Duperron, Outubro de 2014

"O que imediatamente captou a minha atenção quando comecei a ouvir esta nova gravação de Naxos de obras de câmara do compositor Português Fernando Lopes-Graça, foi a forma altamente expressiva de tocar do violinista de Bruno Monteiro. O fato de a maioria das peças deste CD serem miniaturas em termos de estrutura, não impede Bruno Monteiro de aplicar peso dramático a todas e a cada uma delas. (...) Música que vale bem apena investigar!"

 

Diário de Notícias, Bernardo Mariano, Outubro de 2014

“... A constatação da atenção à estrutura, da clareza formal que se desprende das interpretações deste duo, tornando-se patente o vocabulário da organização “gracianos” – e aqui cumpre destacar o papel diretor de João Paulo Santos nesse âmbito. Bruno Monteiro terá tido aqui quiçá o seu maior desafio: pela dificuldade inerente às obras e por ser uma linguagem que escapa um pouco àquela que nos fomos apercebendo ser a sua “zona de conforto”. Mas a coragem de afrontar deve ser ressaltada e o violinista demostra-a copiosamente, a ponto de por vezes parecer estarmos a assistir a um combate, um duelo, do qual sai a ganhar a essência da obra".

 

Strings Magazine, Greg Cahill, Outubro de 2014

“... Monteiro mergulha nestas obras evocativas com intensidade desenfreada, e com o seu som rico e escuro envolve as sonatinas. É um desempenho de bravura de um jovem artista rumo ao estrelato que engrena na música de seu país nativo do século XX e que estende um convite poderoso ao mundo da música para apreciar um compositor lamentavelmente negligenciado e que deveria ficar ao lado dos outros grandes nomes de sua época".

 

Musical Opinion, James Palmer

*****
"... certamente muitíssimo expressivo, tal como a maneira de tocar do excelente artista Bruno Monteiro e do seu dotado pianista.

Esta coletânea é inteligentemente tocada por ordem cronológica, mostrando-nos desta forma a evolução do Compositor. A primeira obra, a Sonatina nº1, é verdadeiramente original e todas estas peças, quer sejam para violino e piano ou violino solo, valem mesmo o tempo e atenção dos amantes da Música.

A gravação é admiravelmente viva e toda a apresentação do CD é mais uma feliz realização da Naxos".