ESNEST CHAUSSON (1855-1899)
Concerto para Violino, Piano e Quarteto de Cordas em Ré Maior Op.21 / Poème, Op. 25
Concerto for Violin Piano and String Quartet in D M Op.21 / Poème, Op. 25

1. I Decidé - Animé
2. II Sicilienne: Pas vite
3. III Grave
4. IV Très Animé


5. Poème Op. 25

 

Classical.net, Brian Wigman, Março de 2013

“Bruno Monteiro e João Paulo Santos triunfam mais uma vez com este excepcional álbum de música francesa. Ambas as excepcionalmente maravilhosas obras foram dedicadas a Eugene Ysaÿe e, adequadamente, ambas são profundamente desafiantes e refinadas. Tal como aconteceu nos seus álbuns anteriores, Monteiro e Santos provam ser parceiros formidáveis. Assim como o seu disco dos trabalhos de Schumann, este lançamento já conta com consagração entusiástica. Também não é difícil compreender porquê; ambos os artistas escolhem o repertório sobre o qual têm fortes sentimentos e comprometem apenas os seus melhores pensamentos para com o disco. É bastante refrescante numa era na qual qualquer pessoa grava qualquer coisa – por vezes, uma segunda e uma terceira vez - poder ouvir tão excelente composição musical.
Um concerto para estas forças é pouco usual, para dizer o mínimo e, contudo, Chausson equilibra tudo sem esforço; não quereríamos a peça de qualquer outra forma. O Quarteto Lopes-Graça é impressionante, mas Santos e Monteiro imperam sobre eles. Monteiro toca maravilhosamente, com plena confiança e convicção. Como já referi anteriormente, ele tem uma sonoridade única, mas ela adapta-se tão bem à música francesa que ele toca que parece trivial questioná-la, E, mais uma vez, Santos prova-se um artista miraculosamente sensível. Talvez o quarteto se harmonize menos bem do que deveria, mas a peça em si é cativante e, no geral, plenamente satisfatória.
Esta união é excelente e surge sob a forma do persistente Poéme Op. 25. Aqui harmonizado para piano e violino, soa fresco e completamente natural. Monteiro emociona com um som quente, cheio de vibrato e Santos segue-o como uma sombra. É de tal forma convincente que nos questionamos porque é que não ouvimos a peça desta forma mais vezes. Se não gostarem de música francesa, música de câmara ou de violino, não haverá nada que possam ouvir para mudar a vossa opinião. Contudo, se gostarem desses elementos, este CD deverá proporcionar-vos muitas horas aprazíveis. Excelente!”

 

Pizzicato, Remy Franck, Outubro de 2012

"Aqui está uma versão apaixonada e altamente expressiva do Concerto para Violino, Piano e Quarteto de Cordas de Ernest Chausson, que faz inteiramente justiça tanto à força dramática como ao lirismo da composição. No "Poème", o violinista português Bruno Monteiro mostra um som muito quente e fluido que diferencia os diferentes contrastes da obra".

 

Strings Magazine, Greg Cahill, Setembro de 2012

"Forma de tocar expressiva, interpretativa, belo som e um óptimo livro de texto marcam conjuntamente esta maravilhosa gravação do Concerto para Violino, Piano e Quarteto de Cordas de Ernest Chausson, por vezes elegante e muitas vezes dramático, bem como o monumental Poème para Violino e Orquestra, aqui transcrito eficazmente para violino e piano. O violinista Bruno Monteiro tem uma performance emocional mas contidamente gerida, apresentando-se sempre à altura dos muitos desafios de Chausson nestas suas grandes obras – basta ouvir a forma como lida com as longas passagens no registo agudo no final do primeiro andamento do Concerto, "Decidé-Animé". Trata-se de um jovem músico de câmara com uma sensibilidade extraordinária. Em termos técnicos, Monteiro aprendeu bem as suas lições enquanto estudou na Manhattan School of Music, em Nova Iorque, onde trabalhou com Shmuel Ashkenasi, Patinka Kopec, Isidore Cohen e membros do American String Quartet. Como artista, mostra-se merecedor de uma porção muito maior da ribalta no palco mundial".

 

The Strad, David Denton, Setembro de 2012

"Este último lançamento descreve a obra como um "concerto" e com o violino e o piano colocados bem à frente, destaca as tremendas exigências técnicas num final onde os dedos voam em torno da escala do violino do notável violinista português Bruno Monteiro. Até esse momento, trata-se de uma interpretação tremendamente convincente, magistralmente executada, com uma Siciliene sensível e despretensiosa precedendo um Grave lento de dignidade serena. (…) Mas este disco da Centaur é recomendado pela interpretação rapsódica do Poème, na qual o generoso vibrato de Monteiro produz cores radiantes para complementar o generoso pano de fundo do pianista João Paulo Santos".

 

Gramophone, Caroline Gill, Setembro de 2012

"Um alinhamento impressionante de alguns dos mais conhecidos músicos de câmara de Portugal e a performance neste disco é criativa e lírica de uma forma que demonstra que estão calorosamente envolvidos no seu desempenho. (…) O som do violino solo é, na verdade, doce e belo".

 

Fanfare Magazine, Maria Nockin, Setembro de 2012

As faixas de um a quatro são dedicadas ao concerto (Chausson). Bruno Monteiro, João Paulo Santos e o Quarteto Lopes-Graça começam com arcadas pesadas que rapidamente se suavizam até um lirismo íntimo que pintam com deslumbrantes cores tonais. Há várias gravações comparáveis desta obra. Joshua Bell, Jean-Yves Thibaudet e o Takacs String Quartet podem ser ouvidos numa excelente gravação Polygram de 1991. Itzhak Perlman, Jorge Bolet e o Juilliard String Quartet gravaram para a Sony em 1984. Ambos os discos têm desempenhos fabulosos, mas padecem de uma qualidade de som desactualizada. Por conseguinte, este disco de 2012 da Centaur mantem muito bem a sua. (…) Relativamente ao Poème, os trilos do violino de Monteiro são como o brilho do sol sobre um rio ondulante. A maior concorrência desta gravação é a de Julia Fischer, feita em 2011, para a Decca. A abordagem de Monteiro é dramática. A de Fischer, lírica. O som é excelente em ambos os discos, mas penso que a interpretação mais pessoal de Monteiro conta uma história que luta por um ideal que ele acaba por atingir com o esplendor da forma como toca".

 

International Record Review, Mark Pullinger, Setembro de 2012

"O desempenho destes artistas portugueses é agradável e a sua prestação desinibida. Eles captam a paixão e a intensidade do Concerto, especialmente os seus andamentos externos, enquanto o segundo andamento Siciliene tem encanto".

 

Fanfare Magazine, Jerry Dubins, Setembro 2012

"Monteiro toca com um som sedutoramente voluptuoso que exsuda a fragância de Chausson (Poème), ainda que seja algo perigoso o perfume que com a naturalidade de uma respiração não forçada é inalado e exalado. O seu desempenho é dotado de uma vulnerabilidade tocante e uma raiva pouco suprimida. (…) Depois de Poème com cerca de 75 gravações, o Concerto partilha uma competição renhida para o segundo lugar com o Poème de l’amour et de la mer, cada um com cerca de 25 gravações. A minha referência de entre as versões de que disponho já existe desde 1983, mas apresenta Itzhak Perlman, Jorge Bolet e o Juilliard String Quartet, todos no seu melhor, num CD da Sony que está agora disponível a preço razoável. No geral, Perlman e companhia são um pouco mais lentos que Monteiro, Santos, e o Quarteto Lopes-Graça, mas andamentos à parte, eu prefiro muito mais os recém-chegados pela sua prestação mais leve, e mais idiomaticamente Francesa da partitura e pelo muito melhor e mais actual som da gravação da Centaur. Este é definitivamente um disco que manterei, não só pela novidade da versão com piano do Poème que, face a uma maior exposição acabará por me cativar, mas também pela excepcional performance destes notáveis músicos portugueses. Francamente recomendado".

 

Audio Clásica, Bárbara Cordón Hernández, Julho 2012

"O agrupamento português liderado pelo violinista Bruno Monteiro aborda a obra com a concentração requerida e com uma intensidade fora do comum que encontra a sua expressão máxima nesse tipo de desfile fúnebre que é o Grave".

 

Jornal de Letras, Maria Augusta Gonçalves, Junho 2012

"Tudo se joga no diálogo entre os instrumentos, um diálogo que ganha a sua própria vontade e que Bruno Monteiro e João Paulo Santos parecem dominar como poucos, depois dos anos de trabalho em conjunto. Bruno Monteiro, sempre claro, preciso e pungente, como o repertório exige, tem correspondência na mestria de João Paulo Santos. A interpretação de ambos e a escolha de duas versões menos recorrentes das obras de Chausson sustentam a importância deste disco, dedicado ao compositor francês".

 

MusicWeb International, Byzantion, Junho 2012

"Alguns dos maiores músicos de câmara portugueses juntaram-se para este recital de duas das mais famosas obras de Ernest Chausson. (…) Para o Concerto há concorrência acérrima, nenhum mais feroz que o alinhamento crème-de-la-crème de Joshua Bell, Jean-Yves Thibaudet e o Takács Quartet lançado pela Decca há meia dúzia de anos atrás (E4756709) como parte da Joshua Bell Edition. No espaço dos últimos seis meses, um novo lançamento da Naxos (Meadowmount Trio/Wihan String Quartet) não é tão forte como o presente. (…) Aqui os desempenhos são suficientemente fortes para garantir consideração. (…) Monteiro floresce com o suporte adicional do Quarteto Lopes-Graça no Concerto, que é sem certamente um dos maiores e melhores sextetos do repertório Romântico: lírico, intenso, sonhador, inventivo, reminiscente no espírito do anterior Quinteto de Piano de Franck e, nas mãos certas, ascendendo às mesmas alturas em êxtase. Certamente que aqui, os intérpretes parecem convencidos das suas potencialidades, expressivamente virando e revirando à medida que página após página a maravilhosa criação de Chausson levanta voo, como belas borboletas numa brisa de verão. A qualidade do som também é, do ponto de vista técnico, muito boa".